Monday, August 28, 2006

Aprendendo a odiar...

“Esse meu ódio
é o veneno que eu tomo
querendo que o outro morra”

(Ódio – Luxúria)



Acontecimentos recentes me fizeram refletir bastante acerca do que é sentir esse tal ódio. Quando era criança costumava dizer que ele era o pior sentimento do mundo. Mas hoje não acho mais. Até o ódio eu vejo como um mal necessário.
Não sei dizer especificamente o que é o ódio. Mas sei que sinto algo muito próximo dele, isso se não for o próprio. Não consigo ficar perto, não consigo compactuar com tal falsidade, com tal falta de caráter e com tanta dissimulação. Mas é preciso saber conviver. Não com o objeto do ódio, mas com as pessoas que não sentem o mesmo que eu sinto. É preciso, por mais difícil que seja, respeitar as diferenças.

Por conta desse ódio eu quase deixei de viver momentos legais com meus amigos na última semana, pelo simples fato de não querer estar perto de alguém que me desperta tantos sentimentos ruins. Mas um amigo fez questão de mostrar pra mim que eu não poderia penalizar pessoas que sentiriam minha falta só por conta do ódio que eu sentia por aquela pessoa.

O amor é maior, o amor pelos amigos foi bem maior que o ódio. Mas acho que só pude perceber isso e dar um pouquinho mais de valor aos meus amigos justamente por ter aprendido com o ódio. Dizem que nos menores frascos estão os melhores perfumes. Mas dos piores frascos também podemos tirar as melhores lições!

Abraços a todos e fiquem com Deus!

Wednesday, August 23, 2006

Tudo natural....

“Eu pensei
te dizer tanta coisa
mas pra quê
se eu tenho a música?”

(Bem Simples – Roupa Nova)


Fazia tempo, muito tempo, que eu não escrevia aqui. Quase cinco meses afastado deste espaço. Nesse período, acabei me dedicando mais à produção musical. Escrevendo músicas, ensaiando e levando ao palco com a Insight, num dos momentos artísticos da minha vida que eu jamais vou esquecer.

Ver as pessoas prestigiando seus textos, é ótimo, mas ver uma massa dançando, e às vezes até cantando, uma música que você fez num dia qualquer é algo inigualável. Eu amo jornalismo, eu amo escrever, eu amo futebol, amo minha família, amo meus amigos. Mas a música me completa. Ela me faz maior. Se minha vida é um bolo, a música é a cereja, aquele enfeite final, o último retoque para a perfeição.

Graças à música, hoje eu sou um cara mais confiante. Ela me ajudou a ficar mais seguro de mim, a aproveitar meu tempo investindo em algo que, finalmente, acredito que pode render bons frutos no futuro. E mesmo que não renda, já me trouxe momentos inesquecíveis, únicos. A música me ajudou a ser mais eu no meio de tantos turbilhões que a vida coloca no nosso caminho.

Hoje eu vejo que antes eu perdia muito tempo da minha vida ‘curtindo fustrações’ que só me impediam de ser um pouco mais feliz. Hoje eu aprendi a deixar as frustrações de lado. Ficar pensando nelas não ia ajudar a resolver nada. Vou curtir minha felicidade, fazer minhas músicas, escrever meus textos...Os problemas não deixarão de existir, mas pelo menos serão bem menores num universo de tantas coisas boas a fazer.